terça-feira, 8 de março de 2016

Meu filho quer cerveja...

- Mamãe, posso tomar cerveja? - disse Marquinhos, 5 anos, à sua mãe.

- Claro que não, meu filho! Cerveja é coisa de adulto, mas você ainda é criança!

Não era a primeira vez que Marquinhos fazia esse pedido à mãe. Em todas as reuniões de família e encontros de amigos dos pais de Marquinhos, em meio aos comes e bebes comuns, havia sempre a tão apreciada cervejinha para os adultos. Marquinhos observava o quão os adultos e, particularmente, seu pai apreciavam aquela bebida "de adulto" e, a cada pedido negado para prová-la, sua curiosidade só aumentava.

A mãe de Marquinhos, cautelosa, observava esse comportamento e sua preocupação crescia... E se a curiosidade crescesse a ponto de Marquinhos provar uma bebida alcóolica às escondidas, ainda criança? O resultado disso poderia ser trágico... Ela sabia que estava em suas mãos tomar uma medida para eliminar esse problema definitivamente. Só não sabia ainda como.

Até que, numa reunião de família, ela teve uma ideia... Aguardou que Marquinhos repetisse a pergunta e pôs em prática seu plano:

- Mãe, quero cerveja!

Marquinhos deve ter imaginado que sua mãe lhe responderia da mesma forma de sempre, mas dessa vez ele teve uma surpresa:

- Marquinhos! - respondeu sua mãe com olhos esbugalhados e tom de voz castigador - Venha aqui agora! Você vai ter que tomar cerveja agora mesmo!

Marquinhos se assustou e seu coraçãozinho nunca havia batido tão forte como naquele dia. Enquanto mantinha Marquinhos nessa situação de medo, sua mãe pegou um copo descartável, colocou  dois dedos de refrigerante e, cuidadosamente, colocou um pouco de espuma de cerveja por cima, o suficiente para formar um grande colarinho no copo.

- Venha aqui! Tome agora! - Ordenou, em voz alta!

Então ela segurou Marquinhos com firmeza e encostou o copo em seu rostinho, o suficiente apenas para que Marquinhos sentisse o cheiro da espuma que estava no copo. Ela sabia muito bem que o cheiro da cerveja seria suficiente para Marquinhos se desagradar da ideia de bebê-la. Marquinhos berrou, debateu-se e quis afastar-se dela e do copo. Sua mãe então o soltou e deixou que ele corresse para longe da mesa de bebidas, exatamente como ela havia imaginado.

Depois desse "trauma calculado", Marquinhos passou toda a infância e adolescência sem qualquer interesse por bebida alcoolica. E esse desinteresse duraria toda a sua vida, exatamente como sua mãe havia imaginado!

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